Antecipadamente, de coração, quero agradecer um por um todos que acompanharam, sentir o reflexo das horas que passo pensando e escrevendo, é emocionante!
Colling começava a ligar os fatos.
- Lúcio se esqueceu de nos revelar que sua irmã era depressiva, não é Cindy? - olhava firme para a moça.
A detetive fechou à porta, desceu às escadas e dobrou a rua apressada chegando ao edifício de Lisa. Mac vinha logo atrás.
- Senhor Manson, Lúcio se encontra em casa?
- Visitas?! - ironizava Lúcio secando seus cabelos após sair do banho com uma toalha pendurada contra seu abdomen no meio de corredor que juntava os dois quartos à cozinha. Ele entrou em seu quarto e bateu a porta com fúria. Cindy dirigiu-se até sua porta, empurrando-a com força.
- A senhora por aqui? Que raro! - Lúcio engrossava a voz num alto tom de deboche.
- Diga logo: por que escondeu que sua irmã era depressiva? "Herói"!
A detetive não media esforços para descobrir por completo todos os pontos do caso.
Lúcio estremeceu. - O que se ganha de uma vida assim? - lamentava-se.
- E se eu te revelar que Bruno tem alguns segredos? Um binóculos talvez?
Lúcio olhava com fúria para a detetive. Suas mãos se extremeciam movidas pelo ódio por ter sido intimidado.
- Não minto, Bruno a espiava com seu binóculos pela janela, veja, é logo ali o seu edifício - apontava ele para Cindy abrindo um sorriso de felicidade.
Cindy deu às costas para Lúcio, chamou Mac e fez um pedido.
- Aguarde aqui, o cerco está se fechando a cada segundo, só o tranque em seu quarto. Daqui uns trinta minutos voltarei, me dirigirei ao apartamento de Bruno. Apenas espere - piscava ela.
Ela sentiu o vento negativo bater em sua face quando desceu às escadas, dobrou à rua e chegou ao apartamento de Bruno.
- Tranque bem à porta quando sair - aconselhava Cindy.
- Não pense que fui eu quem... - agonizava ele.
- Era tão apaixonado ao ponto de vigiá-la com seu binóculos? Tinha alguma relação com Lúcio?
- Detetive... - caminhou de um lado ao outro - eram só perguntas... Queria que Lisa ficasse bem, sentia que longe de mim ela era despercebida, apagada... Levando isso em conta, eu perguntava a Lúcio como ela estava todos os dias, mas suas resposta não me pareciam sinceras. Decidi vigiá-la.
- Eram apenas perguntas sobre sua saúde? - indagou.
- Sim, eram! - firmou ele com a mão sobre a escrivaninha.
- Apenas lembro que eu a cuidava na noite de seu assassinato. Como pode ver, só consigo vizualizar o quarto dela daqui, só consigo ver a porta do banheiro - esclarecia ele sentando com lágrimas escorrendo de seu rosto, - enquanto eu a vigiava, ela entrava em seu quarto com seu rádio que eu lhe dei para quando se encontrasse sozinha...
- Bruno, conte-me tudo, desabafe - aconselhou sentando-se e passando a mão sobre seu ombro.
- Minutos antes de chegar em seu apartamento, eu havia ligado para a rádio lhe homenagiando com uma música. Ela ficou feliz... - esclarecia levantando-se e se dirigindo à janela - Foi Lúcio o último que entrou em seu quarto, mas foi nesse exato momento que alguém tocou minha campahia por maldade, fui atender e depois quando voltei à janela, não sabia que tudo já estava perdido - desabafava aos prantos.
- Bruno, foi de grande ajuda tudo dito.
- Só não quero acreditar que seu próprio irmão a matou...
Cindy não se comovia fácil, mas do jeito que Bruno lhe contava tudo com lágrimas contínuas na face, a fez pensar. Ela já estava certa que por algum motivo Lúcio era o assassino.
De volta ao apartamento onde o caso ocorrera, Cindy abriu a porta e dirigiu-se ao quarto de Lúcio onde o vizualizou junto a Mac.
- Grande herói - ironizava ela batendo palmas.
- Lúcio me contou que foi você o último que entrou no quarto de Lisa no dia do assassinato. Daqui você me acompanhará direto à delegacia se não esclarecer ponto a ponto o seu envolvimento - proclamava a detetive séria.
- Há como me prender sem saber o que realmente aconteceu? - debochava Lúcio em frente a Cindy como se fosse esmagá-la com um próximo suspiro.
Mac levantou-se e o assegurou. - Entendo, vão usar a força bruta - se acomodava Lúcio.
- Lisa era depressiva. Até onde sei, um herói faz de tudo para amenizar a dor de alguém em perigo, não é? - argumentava Cindy abrindo um leve sorriso.
- Se fosse uma heroína, até mataria para fazer o bem a quem eu amaria - proclamava ela em tom alto.
Ouvindo tudo aquilo, Lúcio permanecia em silêncio, prendendo uma lágrima pronta para escorrer sobre sua face.
- Olhando essa foto, você acha que Lisa merecia mesmo a morte? - proclamava Cindy com uma foto dos dois irmão que apanhara da escrivaninha de Lúcio.
- Eu só queria que ela ficasse bem - respondeu cabisbaixo.
Cindy acenou para Mac soltá-lo.
- Lúcio, ela se sentirá salva se nos esclarecer o que realmente occoreu - esclarecia a detetive o olhando fixamente.
O homem apanhou a foto de Cindy e sentado sobre sua cama, revelou:
- Naquela noite, antes de entrar no quarto de Lisa, pensei em como salvá-la... Ela chorava de vez enquando antes de dormir, dizia que eu era seu "herói" por lhe dar atenção e lhe dizer as mais belas palavras. Naquela noite, esperei ela chegar, jantar e ir para seu quarto. Nele, abri a porta e entrei no banheiro. Deixei claro que tudo que eu faria seria para o seu bem... Sorri para confortá-la, e quando ela sorriu, a enforquei, enforquei até a morte... - uma de suas lágrimas caia sobre o retrato que segurava - depois de feito, orei por ela e sai pela noite pensando em como ela estaria...
- Lisa agradece - ressaltava detetive confortando Lúcio.
Mac o prendeu e sem algum esforço maior iam se dirigindo à delegacia. Na porta do apartamento, Lúcio deixava seu pai que se lamentava.
- Nunca pensaria que um filho mataria o outro - choramingava Sr. Menson.
Enquanto dirigiam à delegacia, Cindy decidiu esclarecer tudo a Bruno. Pediu para Mac acompanhar Lúcio dentro da viatura. Depois deste processo, entrou em uma cafeteria e comprou algumas rosquinhas, levou junto à elas dois cafés quentes até o apartamento do homem.
Abrindo a porta tristonho, ele perguntava:
- Detetive, foi Lúcio?
- Sim - afirmava a detetive lhe dando um abraço amigo.
- Lisa foi feliz ao seu lado, você é um grande homem - ela o confortou com um leve sorriso lhe oferecendo um dos cafés e algums rosquinhas.
- Borracha - 09/06/11 - 15:54
OBS - Tô criando outro caso, porém devo demorar alguns dias pois ele é mais extenso.
Irei postar o outro quando acabado dependendo das opiniões finais.
De coração, mais um obrigado!
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