Noite de 1995, 24 de Outubro, cidade de Haley, rua Malby. Os agentes de homicídios da cidade precisavam resolver um caso não peculiar: uma jovem mulher médica morrera enforcada dentro de sua banheira.
Marvin Mac e Cindy Coling se preparavam para se dirigirem ao edifício Dents Di para verificarem o caso. Marcavam dezessete horas exatas no relógio quando os dois se dirigiram ao apartamento da moça que morrera afogada. Quem abriu a porta foi seu pai, Dean Menson.
- Detetives Mac e Colling, homicídios da cidade. Marvin se apresentava seguido de Cindy.
- Por favor - convidava o senhor de face enrugada.
Há uma semana Lisa partiu... - o senhor pausava constantemente colocando punhadas de fumaças do cigarro para fora.
- Lisa se envolvia com problemas? Alguém era seu inimigo? Conte-nos tudo por favor - apelava Mac.
- Lisa era linda. Cabelos castanhos, olhos verdes como pérolas. Não era de intervir em sua vida pessoal, queria que ela aproveitasse cada momento sem nenhum fardo a ser carregado - o senhor esclarecia passando a mão sobre sua cabeça sem nenhum fio decabelo.
- Sua mãe morreu quando ainda era pequena... e...
A voz roca do senhor foi quebrada por um estridente barulho de porta sendo fechada.
- Calma meu filho, há visitas - o senhor avisava ao homem que entrara.
O homem fitou Cindy fixamente por alguns segundos, os detetives se apresentaram. Ele respondeu com sinal de reprovação à apresentação e se dirigiu ao seu quarto.
- Perdoem-me, não mencionei meu filho, Lúcio. Ele é irmão gêmeo de Lisa.
Marvin permaneceu sentado perto do senhor enquanto Cindy foi até o quarto de Lúcio sutilmente.
- Lúcio, por favor, abra a porta - pedia Cindy com delicadeza o esperando.
- Sua irmã lhe confiava seus segredos? - indagava ela enquanto seus longos fios de cabelo cobriam seu olho direito.
- Eu era o seu herói... mas não quero falar... - respondeu ele cabisbaixo.
No Departamento Criminal, Cindy especulava sobre o caso com Marvin em cima das pistas.
- Cindy, enquanto eu e o pai de Lisa dialogávamos, ele me informara que ela tinha um namorado chamado Bruno, e que uma vez ou outra, ele jantava em sua casa e que se relacionavam bem. Segundo ele, Bruno mora no edifício vizinho, mas não sabe nada além disso.
- Certo. Lúcio apenas me disse que era o "herói" de Lisa, apenas isso. Vamos nos encaminhar para o edifício de Bruno - esclarecia a detetive balançando sua cabeça positivamente.
A rua se apagava, a típica multidão sumia em todos os contos, já era tardinha e antes de procurarem Bruno, tomaram um café quente acompanhado de rosquinhas. Após se animarem mais um pouco (assim pensava Mac) os detetives se direcionaram até o edifício vizinho como o planejado. Na entrada especularam sobre o caso com o síndico do prédio depois de se apresentarem.
- Algum Bruno mora em um dos apartamentos desse edifício? - indagou Mac terminando sua rosquinha.
- Sim. Bruno Marfin - respondeu o senhor de cabelos grizalhos e bigude grosso com uma expressão nobre.
- Por bondade, o senhor poderia me dizer qual é o número do apartamento? - indagou Mac.
- 207, senhor.
Com o endereço em mão, se dirigiram ao apartamento de Bruno. Naquele corredor apagado e lúgubre, Mac Bateu na porta automaticamente, Bruno demorou a dar algum sinal.
- Ele percebeu que há alguém do lado de fora? - comentou Mac indeciso.
- Talvez não queira aparecer por ter culpa no assassinato - pronunciou Cindy em voz alta e clara para intimidar o morador.
- Não, não. Eu a amava. Ela era depressiva! Não tive nada a ver com o incidente - negava o homem precipitadamente movendo suas mãos.
- Acalme-se, Bruno. Queremos apenas fazer algumas perguntas - esclarecia Cindy.
Ok, ok. Entrem - convidava o rapaz. Tinha cavanhaque e havia recém chegado do trabalho, estando assim, de paletó e gravata.
Bruno não parava em pé na sala enquanto movimentava suas mãos.
- Senhor Marfin, sente-se! - Mac alterou-se.
- Mac! - Cindy forçou o olhar.
Ainda em pé, Bruno respondia as perguntas extremecendo-se, ficando cada vez mais nervoso.
- Lisa era depressiva, eu tentava ajudá-la, só queria ajudá-la. Exatamente isso! Apenas queria amenizar sua dor! Desculpem-me senhores detetives! - declarou ele batendo forte a porta abandonando os dois se dirigindo para a tranquila e límpida rua forçando sua mão contra sua boca.
- É evidente que há algo a ser revelado - esclarecia Mac.
- O abalo psicológico causa danos às emoções - comentava Cindy.
Postarei a continuação da narrativa sexta-feira que vem. Grato!
http://jhon08.blogspot.com/2011/06/o-heroi-final.html
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